O micro-museu da ATM Lisboa, está mais rico. Com efeito, o caminho da preservação da memória, é o primeiro passo para a construção da história.
Luís Guimarães, delegado do Sport Lisboa e Benfica, e pai do sub 19 daquele clube, Ivo Guimarães, realizou a doação de cartões de identificação do seu avô, Armando Gomes que ao longo dos anos ocupou funções de relevo na estrutura dirigente quer da ATM Lisboa, quer da Federação Portuguesa de Ténis de Mesa.
O primeiro documento, datado da época de 1938-39, ou seja, com 86 anos, revela-nos um Armando Gomes, praticante da 3.ª categoria, então ao serviço do Liberdade AC, clube filiado na então denominada Associação de Ping-Pong de Lisboa.
Ao longo dos anos de ligação à atividade, Armando Gomes, exerceu na ATM Lisboa, funções de 2.º Secretário da Direção (1939-40); 2.º Secretário da Assembleia Geral (1940-41); Secretário Adjunto (1942-43); Tesoureiro (1943-44); e Presidente da Direção (de 1944 1 1954). Na Federação Portuguesa de Ténis de Mesa, ocupou o cargo de Secretário Geral (entre 1955 e 1957). Foi nomeado Sócio de Mérito, daquela instituição, em 1967.
Armando Gomes desempenhou ainda o cargo de selecionador nacional, tendo sido o Team Leader da representação nacional presente no 28.º Campeonato do Mundo realizado em Ljubljana, na então Jugoslávia, entre 15 e 25 de abril de 1965. Neste evento, Portugal fez-se representar pelas equipas masculina e feminina que terminaram respetivamente na 22.ª e 23.ª posições, com a China a triunfar em ambos os géneros, em finais perante o Japão.
Nos homens, Chuang Tse-Tung, da China, sagrava-se tricampeão e nas mulheres, a japonesa NaokoFukazu obtinha o título. Na variante de pares, os campeões foram: Chuang Tse-Tung-Hsu Yin Cheng (China); e Cheng Min Chih-Lin Hui Ching (China); enquanto que nos mistos a dupla japonesa formada por Koji Kimura e Masako Seki, arrebatava o cetro.
Loretta Kan, Emília Tong, Ana Maria Baptista, Maria João Rocha, Luís Choi, José Kong, António Horta Osório, Delfim Soares e João Campos, foram os atletas que viajaram desde Lisboa, vai fazer 60 anos em abril, para defender as cores nacionais.
Na preservação da memória, encontramos o caminho da história, sem dúvida muito importante para o que pretendemos no presente em ordem a um futuro maior e melhor.
Aqui fica a justa e merecida homenagem póstuma a Armando Gomes, e um enorme obrigado ao neto, Luís Guimarães, pelo inestimável contributo dado à memória coletiva da nossa atividade.





